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A evolução da langerie ao longo dos anos

Apesar de serem muito importantes nos dias atuais, as roupas íntimas nem sempre receberam atenção. Descubra o que mudou nas peças desde a Idade Média até hoje.

Ao entrar em uma loja, é possível encontrar diversos tamanhos, estampas e modelagens de lingerie. Entretanto, nem sempre foi assim. Apesar de os formatos menores de calcinha serem comuns atualmente, a ceroula foi muito popular antigamente.

Segundo historiadores, o conceito da roupa de baixo — peças para proteger e aquecer a região íntima — surgiu há 500 anos. Se, hoje em dia, é possível escolher uma peça entre tantos modelos existentes, antigamente, as mulheres não tinham muitas opções.

A seguir, confira a evolução da lingerie ao longo dos anos e como a peça deixou de ser apenas um item funcional, tornando-se sensual também.

Grécia e Roma antiga

Na Grécia e na Roma antiga, mulheres e homens usavam uma espécie de tanga para proteger a região íntima. Um pedaço de pano era utilizado entre as pernas: ele ficava amarrado na cintura, como uma fralda de pano de criança.

Na época, a peça não era considerada uma roupa íntima, uma vez que, no calor, era a única vestimenta a ser usada. Além da tanga, uma espécie de corpete simples surgiu em Creta, por volta de 2000 e 1400 a.C. O item foi inspirado no ideal de beleza da época e seu objetivo era projetar o seio.

Séculos V a XV

Na Idade Média, surgiu uma túnica com cordões, chamada de cota. Muitos consideram a peça como ancestral do corset. Além disso, existia uma espécie de corpete, que era amarrado nas laterais ou nas costas e costurado na saia, nomeado bliaud.

Nessa mesma época, havia o soquerie: uma cota justa, chamada de guarda-corpo. Com esses exemplos, é possível perceber como a roupa de baixo começou a evoluir e tomar novas formas com o passar do tempo.

Séculos XV a XVII

Muitas pessoas ainda usavam peças semelhantes a uma tanga nessa época. Entretanto, além dela, houve o surgimento do calção, que tinha uma modelagem larga e era usado por baixo de um camisão — as mais antigas datam da Era Tudor.

A composição das roupas funcionava da seguinte forma: primeiro, colocava-se o calção e o camisão, depois, a saia ou o vestido. Entretanto, vale lembrar que os avanços aconteciam de maneira irregular. Assim, novidades surgiam em diferentes locais.

Durante o Renascimento, por exemplo, as atenções estavam voltadas para os seios, portanto, os espartilhos eram amplamente utilizados. Essa peça continuou sendo fundamental no século XIX, na Era Vitoriana, assumindo um novo conceito.

Século XVIII

No século XVIII, as mulheres passaram a usar diversos acessórios por baixo dos vestidos. Calçolas, calças, saias debaixo (também chamadas de petticoats) e armações de arames eram alguns itens comuns.

Durante a Revolução Industrial, o algodão popularizou-se na Europa. Como consequência, as mulheres não precisavam produzir as próprias peças e passaram a comprar suas roupas íntimas em lojas. Nesse período, as estampas tornaram-se algo comum.

Século XIX

Na segunda metade do século XIX, a combinação mais comum usada pelas mulheres era de ceroula e calças bufantes com rendas. O principal objetivo das calças era evitar os olhares curiosos das outras pessoas.

Nessa época, o comprimento das saias e dos vestidos diminuíram, uma vez que a calça bufante servia como uma espécie de proteção. Por isso, o charme da época, em especial, na Era Vitoriana, era combinar a calça com saias e vestidos.

Século XX

A grande revolução da lingerie aconteceu no século XX. Afinal, foi nesse momento que os espartilhos deixaram de ser usados, dando lugar aos sutiãs. Além disso, foi nessa época que a cinta-liga surgiu, com o objetivo de segurar as meias ⅞.

Outra novidade do período é a lycra e o nylon, responsáveis por aumentar as opções de fibras utilizadas na fabricação das peças íntimas.  Por volta dos anos 1960, os calções encolheram e já se pareciam com as calcinhas atuais. Além disso, a sensualidade da lingerie passou a ser um fator considerado no momento da compra.

Século XXI

Atualmente, existem diversas modelagens, que vão desde os menores tamanhos aos modelos hot pants. Peças sem costura, que não marcam na roupa, e tecidos tecnológicos são algumas das novidades do século.

É possível encontrar modelos sensuais e confortáveis. Além disso, as marcas estão apostando em fibras mais respiráveis que o algodão, proporcionando respirabilidade na região íntima para evitar o abafamento.

Assim como as calcinhas, existem diversos modelos de sutiãs: para elevar, juntar e sustentar os seios. A modelagem é diferente, assim como a estrutura da peça, que pode ser mais ou menos adequada para bustos grandes, por exemplo.

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